Mais uma etapa vencida! Finalmente Mestre em Diagnóstico Bucal pela FOUSP!
Nada como uma recompensa por todo o esforço e dedicação :)
sábado, outubro 23, 2010
terça-feira, outubro 19, 2010
Pego-me pensando que minha cabeça hora é feminina e hora é totalmente masculina. Não uma cabeça masculina como essa que você deve estar pensando, que só pensa em luxúria e nada mais.
Uma cabeça masculina que não tem vínculos, não cria raizes em somente um lugar só pra satisfazer alguém. Homens não se prendem por nada pois foram genéticamente codificados a terem um espírito de caça, de conquista, de solidão pra aguentar e ser forte. Esse lado mais rude que apanha e não demonstra dor.
Ao mesmo tempo que me divido nessa cabeça feminina em que a vida tem que me dar descendentes e um alguém pra olhar por mim. Pego-me presa a convenções e me assusto pois lá no fundo não sei se sou realmente assim.
Percebo no entanto que vivemos nessa zona de conforto, onde tudo é muito fácil e tudo é muito criticável, sem perceber que talvez não somos plenos e felizes pois não buscamos aquilo que realmente queremos.
Temos a idéia de que quanto mais material tivermos, mais felizes seremos. Somos apegados a essa visão capitalista de que trabalhar loucamente e ganhar dinheiro pra comprarmos nossos bens é a melhor maneira de deixarmos um legado.
Digo isso sentada confortavelmente em minha cama, digitando do meu notebook, longe do frio que bate em minha janela nesse exato momento.
Penso que essa minha cabeça masculina me faz querer largar tudo e ir embora de vez pra alguns lugares que nunca conheci, pra me conhecer de verdade. Há pessoas que dizem que não precisamos fazer essas loucuras pra saber quem realmente somos, mas sou sincera em dizer que só em minhas loucuras consigo descobrir uma parte de mim que não emerge no mundo facilmente.
Sou muito covarde, gosto dessa zona de conforto e o medo me impede de correr.
Vamos atrás do que nos torna importantes, mas será que somos importantes pra nós mesmos? Será que se tivessemos a coragem de escolher o que gostariamos de ser fora do que a sociedade nos impõe não seríamos aquilo que sonhamos ser quando crianças ou mesmo adolescentes?
Às vezes o mundo dos loucos me parece tão normal. Seríamos nós loucos e eles normais?
Somos vestidos de pré conceitos e de idealismos baratos pra encher os olhos dos outros.
O ser humano tem medo de atingir seu verdadeiro potencial. É muito mais fácil ser cruel e ganancioso do que olhar o outro de uma maneira mais sutil e pura. Ninguém é totalmente ruim, mas também não é totalmente bom.
Tenho aqui as minhas crenças e meus ideais, mas será que não foram criados mais por outros do que por mim mesma?
A vida parece ser tão maior longe dessa zona de conforto. Parece ser tão mais fascinante. Mas escolhemos um caminho e se não acreditarmos nele no que acreditaremos enfim?
"Hapiness is only real when shared"
Uma cabeça masculina que não tem vínculos, não cria raizes em somente um lugar só pra satisfazer alguém. Homens não se prendem por nada pois foram genéticamente codificados a terem um espírito de caça, de conquista, de solidão pra aguentar e ser forte. Esse lado mais rude que apanha e não demonstra dor.
Ao mesmo tempo que me divido nessa cabeça feminina em que a vida tem que me dar descendentes e um alguém pra olhar por mim. Pego-me presa a convenções e me assusto pois lá no fundo não sei se sou realmente assim.
Percebo no entanto que vivemos nessa zona de conforto, onde tudo é muito fácil e tudo é muito criticável, sem perceber que talvez não somos plenos e felizes pois não buscamos aquilo que realmente queremos.
Temos a idéia de que quanto mais material tivermos, mais felizes seremos. Somos apegados a essa visão capitalista de que trabalhar loucamente e ganhar dinheiro pra comprarmos nossos bens é a melhor maneira de deixarmos um legado.
Digo isso sentada confortavelmente em minha cama, digitando do meu notebook, longe do frio que bate em minha janela nesse exato momento.
Penso que essa minha cabeça masculina me faz querer largar tudo e ir embora de vez pra alguns lugares que nunca conheci, pra me conhecer de verdade. Há pessoas que dizem que não precisamos fazer essas loucuras pra saber quem realmente somos, mas sou sincera em dizer que só em minhas loucuras consigo descobrir uma parte de mim que não emerge no mundo facilmente.
Sou muito covarde, gosto dessa zona de conforto e o medo me impede de correr.
Vamos atrás do que nos torna importantes, mas será que somos importantes pra nós mesmos? Será que se tivessemos a coragem de escolher o que gostariamos de ser fora do que a sociedade nos impõe não seríamos aquilo que sonhamos ser quando crianças ou mesmo adolescentes?
Às vezes o mundo dos loucos me parece tão normal. Seríamos nós loucos e eles normais?
Somos vestidos de pré conceitos e de idealismos baratos pra encher os olhos dos outros.
O ser humano tem medo de atingir seu verdadeiro potencial. É muito mais fácil ser cruel e ganancioso do que olhar o outro de uma maneira mais sutil e pura. Ninguém é totalmente ruim, mas também não é totalmente bom.
Tenho aqui as minhas crenças e meus ideais, mas será que não foram criados mais por outros do que por mim mesma?
A vida parece ser tão maior longe dessa zona de conforto. Parece ser tão mais fascinante. Mas escolhemos um caminho e se não acreditarmos nele no que acreditaremos enfim?
"Hapiness is only real when shared"
quarta-feira, outubro 13, 2010
sábado, outubro 02, 2010
domingo, setembro 26, 2010
Tenho pena dessa gente que acha ter opinião pra tudo. Pena dos que fazem de suas palavras a verdade absoluta. Pena dos que não superam seus limites e nem lutam contra seus próprios preconceitos. Gente de opinião formada, certa de que o mundo gira em torno delas e de sua exemplar conduta e nada mais.
terça-feira, setembro 21, 2010
segunda-feira, setembro 13, 2010
segunda-feira, setembro 06, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
domingo, agosto 15, 2010
quinta-feira, agosto 12, 2010
segunda-feira, agosto 09, 2010
terça-feira, agosto 03, 2010
Hoje eu não ia dormir sossegada se não escrevesse. Estou há dias pra escrever alguma coisa e não consigo saber o que é. Sei lá se é essa sensação de estar com uma responsabilidade de que certas coisas dêem certo, pra valer de uma vez por todas.
Essa crise que de vez em quando ainda aperta meu peito. Que me dá uma vontade louca de gritar e derramar lágrimas. Lágrimas que não fazem mais sentido. Elas simplesmente aparecem a qualquer momento.
Falo tanto de saudades. Tanto que chega até a me irritar às vezes. Como posso me apegar a sentidos sejam eles quais forem, a todo instante? E depois fico com essa maldita vontade de voltar no tempo pra passar por determinada situação novamente.
Eu penso demais. E penso em coisas que nem deveria mais lembrar. E todas elas me deixam num estado tanto de euforia quanto de raiva tão extrema que parecem me fazer mal.
Espero umas atitudes de algumas pessoas, me surpreendo com a atitude de outras. E toda vez que olho pra trás penso o quanto tudo na minha vida vai mudando de uma maneira tão alucinante que nem eu mesma consigo acompanhar tal evolução.
Se eu for comparar o que fui há uns anos atrás, não dá metade do que hoje eu sou. Isso é bom, sei que todo mundo evolui da mesma maneira. Mas me pergunto se estivesse hoje na mesma condição desses mesmos anos atrás como eu seria.
Certeza que não acompanharia que o mundo tinha a me oferecer. E não culpo ninguém a não ser a mim mesma. Não posso simplesmente jogar nos braços de alguém algo que eu mesma fiz com minha vida.
Um dia me perguntaram se eu me arrependi das coisas que fiz. Não, não me arrependi. Me arrependi do tempo e da energia que desperdicei com algo que não fazia mesmo muito sentido existir. E lembro sim da primeira vez que estivemos juntos, de todos os nossos encontros e de nosso primeiro encontro de pele. Não esqueço da sua, por mais que eu queira ou deva. É aquele cheiro que sempre descrevo, inconfundível. Nem de nossas conversas malucas, perdidos numa estrada qualquer às quatro da manhã.
Mas existem outras coisas. Eu também não duvido de ninguém. Porque seria bom que ninguém duvidasse de mim. Mesmo que a gente queira mandar nos sentimentos infelizmente não consegue. Isso sabendo que seria melhor que mandássemos nele. Queria poder controlar pra não sofrer tanto e tentar ser feliz.
Ser feliz, estar feliz. São duas coisas tão distintas. Estou feliz se posso ficar até tarde em uma conversa longa e sem pressa. Ou mesmo que se espalhe pelo meu corpo um arrepio que não consigo traduzir em palavras. Há pessoas que deveriam estar perto, mas estão tão longe.
Será que amadurecer é ter todas essas questões exacerbadas? Ainda tenho aquele amor adolescente. Lembro das palavras e dos significados que só existiam pra mim. As intermináveis madrugadas trancafiadas no quarto para decifrar uma esfinge que eu criei. E aí, tantos anos depois quando a olhei realmente nos olhos por apenas alguns míseros segundos eu soube que nada daquilo que senti foi mentira ou em vão.
Essa crise que de vez em quando ainda aperta meu peito. Que me dá uma vontade louca de gritar e derramar lágrimas. Lágrimas que não fazem mais sentido. Elas simplesmente aparecem a qualquer momento.
Falo tanto de saudades. Tanto que chega até a me irritar às vezes. Como posso me apegar a sentidos sejam eles quais forem, a todo instante? E depois fico com essa maldita vontade de voltar no tempo pra passar por determinada situação novamente.
Eu penso demais. E penso em coisas que nem deveria mais lembrar. E todas elas me deixam num estado tanto de euforia quanto de raiva tão extrema que parecem me fazer mal.
Espero umas atitudes de algumas pessoas, me surpreendo com a atitude de outras. E toda vez que olho pra trás penso o quanto tudo na minha vida vai mudando de uma maneira tão alucinante que nem eu mesma consigo acompanhar tal evolução.
Se eu for comparar o que fui há uns anos atrás, não dá metade do que hoje eu sou. Isso é bom, sei que todo mundo evolui da mesma maneira. Mas me pergunto se estivesse hoje na mesma condição desses mesmos anos atrás como eu seria.
Certeza que não acompanharia que o mundo tinha a me oferecer. E não culpo ninguém a não ser a mim mesma. Não posso simplesmente jogar nos braços de alguém algo que eu mesma fiz com minha vida.
Um dia me perguntaram se eu me arrependi das coisas que fiz. Não, não me arrependi. Me arrependi do tempo e da energia que desperdicei com algo que não fazia mesmo muito sentido existir. E lembro sim da primeira vez que estivemos juntos, de todos os nossos encontros e de nosso primeiro encontro de pele. Não esqueço da sua, por mais que eu queira ou deva. É aquele cheiro que sempre descrevo, inconfundível. Nem de nossas conversas malucas, perdidos numa estrada qualquer às quatro da manhã.
Mas existem outras coisas. Eu também não duvido de ninguém. Porque seria bom que ninguém duvidasse de mim. Mesmo que a gente queira mandar nos sentimentos infelizmente não consegue. Isso sabendo que seria melhor que mandássemos nele. Queria poder controlar pra não sofrer tanto e tentar ser feliz.
Ser feliz, estar feliz. São duas coisas tão distintas. Estou feliz se posso ficar até tarde em uma conversa longa e sem pressa. Ou mesmo que se espalhe pelo meu corpo um arrepio que não consigo traduzir em palavras. Há pessoas que deveriam estar perto, mas estão tão longe.
Será que amadurecer é ter todas essas questões exacerbadas? Ainda tenho aquele amor adolescente. Lembro das palavras e dos significados que só existiam pra mim. As intermináveis madrugadas trancafiadas no quarto para decifrar uma esfinge que eu criei. E aí, tantos anos depois quando a olhei realmente nos olhos por apenas alguns míseros segundos eu soube que nada daquilo que senti foi mentira ou em vão.
terça-feira, julho 27, 2010
domingo, julho 18, 2010
Estou dentro de um lugar que não me pertence, as pessoas me prendem e querem de mim algo que não poderei lhes dar.
Só quero respeito, entendimento, estou cansada de intromissão gratuíta nas minhas atitudes. Não sou escrava de ninguém, não tenho dono, não quero ninguém me cobrando de coisas que não quero que me cobrem.
Quero paz, preciso de paz.
Só quero respeito, entendimento, estou cansada de intromissão gratuíta nas minhas atitudes. Não sou escrava de ninguém, não tenho dono, não quero ninguém me cobrando de coisas que não quero que me cobrem.
Quero paz, preciso de paz.
quinta-feira, julho 15, 2010
segunda-feira, junho 21, 2010
sábado, junho 19, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
terça-feira, junho 15, 2010
quarta-feira, junho 02, 2010
E essa minha necessidade louca de escrever, de dizer a verdade que está guardada em mim há tanto tempo. Essa vontade que transpira por todo o meu corpo, me fazendo ter alucinações do que a vida é.
O dormir pra descansar e esquecer que nesse momento, tantas responsabilidades estão em minhas mãos e pareço não conseguir as entender de todas as maneiras possíveis. Falta alguma coisa, pra me arrebatar, me dar aquela sensação de paz.
O dormir pra descansar e esquecer que nesse momento, tantas responsabilidades estão em minhas mãos e pareço não conseguir as entender de todas as maneiras possíveis. Falta alguma coisa, pra me arrebatar, me dar aquela sensação de paz.
domingo, maio 23, 2010
Muitas confissoes pra apenas algumas horas, que quero insistentemente guardar dentro do meu peito, mas que parecem que irão explodir a qualquer momento.
Não agüento mais e cada vez parece crescer e tomar conta de toda minha alma. E dói de uma forma tão absurda que não da pra quantificar.
É você a cada segundo que passa pela minha cabeça, sua pele de cetim que meus poros não esqueceram, seu inconfundivel cheiro, essa minhas vontades que não me permitem te abandonar. Por mais que eu queira. Essas confissoes prestes a me abandonar, a qualquer minuto, sem que eu menos perceba...
Não me deixe pensar em loucuras, porque há uma linha tênue entre minha sanidade e o meu melhor de insano. Entendo de todas as insanidades e as respeito porque elas são parte de mim.
Mas não me deixe esperando esse tempo. Tempo que só corre quando esta comigo e que vira uma tormenta quando estou só.
Não se va porque tu esta aqui dentro guardado pra sempre.
Não agüento mais e cada vez parece crescer e tomar conta de toda minha alma. E dói de uma forma tão absurda que não da pra quantificar.
É você a cada segundo que passa pela minha cabeça, sua pele de cetim que meus poros não esqueceram, seu inconfundivel cheiro, essa minhas vontades que não me permitem te abandonar. Por mais que eu queira. Essas confissoes prestes a me abandonar, a qualquer minuto, sem que eu menos perceba...
Não me deixe pensar em loucuras, porque há uma linha tênue entre minha sanidade e o meu melhor de insano. Entendo de todas as insanidades e as respeito porque elas são parte de mim.
Mas não me deixe esperando esse tempo. Tempo que só corre quando esta comigo e que vira uma tormenta quando estou só.
Não se va porque tu esta aqui dentro guardado pra sempre.
terça-feira, maio 18, 2010
domingo, maio 09, 2010
domingo, maio 02, 2010
Tantas coisas pensei em dizer. Desde ontem venho pensando em um largo texto pra escrever que não se concretiza e tudo culminou num final de final de semana cheio de emoções confusas.
Não gosto de ter que olhar algumas vezes pra certas cicatrizes que tenho. São feias, algumas bem repgnantes e não me dão nenhum prazer em estarem ali. Nao gosto de ficar remoendo o passado como fiz nessas últimas semanas. Tem algo que parece que está mais vivo do que nunca. Infelizmente não tenho boas lembranças, só ruins.
Não gosto de ver pessoas cometendo injustiças. Principalmente se elas não sabem motivos e nem porquês. Mas odeio tomar as dores dos outros, sabendo que os outros não tomam as minhas.
Eu queria que muitas coisas fossem diferentes, mas elas não são. Eu queria ser diferente. E gostaria de nunca ter feito o que fiz.
Tudo me atinge num furacão intenso. Infelizmente esse é meu mundo...
Não gosto de ter que olhar algumas vezes pra certas cicatrizes que tenho. São feias, algumas bem repgnantes e não me dão nenhum prazer em estarem ali. Nao gosto de ficar remoendo o passado como fiz nessas últimas semanas. Tem algo que parece que está mais vivo do que nunca. Infelizmente não tenho boas lembranças, só ruins.
Não gosto de ver pessoas cometendo injustiças. Principalmente se elas não sabem motivos e nem porquês. Mas odeio tomar as dores dos outros, sabendo que os outros não tomam as minhas.
Eu queria que muitas coisas fossem diferentes, mas elas não são. Eu queria ser diferente. E gostaria de nunca ter feito o que fiz.
Tudo me atinge num furacão intenso. Infelizmente esse é meu mundo...
domingo, abril 18, 2010

Eu tenho uma relação muito forte com a música. Não sei por qual motivo, ela me leva a lugares que não existem e a lugares muito reais. No show do Placebo hoje eu percebi que somente por estar ali, o palco me é algo familiar.
De uns dias pra cá venho pensando muito nisso. Como seria estar trabalhando com isso. E me recordo também de uma cena bem vívida, de um dia estar conversando com umas amigas que hoje já não fazem parte de minha vida, onde dizia que ainda queria fazer um curso de produção musical.
Mas na verdade, toda vez que fecho os olhos, quando algo me arrebata muito o espírito, imagino estar cantando pra multidões como faz um milhão de bandas das quais eu mesmo gosto por aí.
Vi o Brian Molko no palco e pensei: ‘Caracas, poderia ser eu’. Mas no fundo, não tenho essa mesma inspiração que tenho pra escrever textos longos, pra escrever uma letra. Gosto de ver o calor da emoção de uma banda estar no palco, de vê-los suando ou simplesmente sorrindo, com gosto de fazer o que fazem.
Como tudo isso me soa tão familiar e eu simplesmente não sei explicar o porquê. E me sinto tão acolhida, como se essas pessoas que estão no palco, soubessem o que eu exatamente estou sentindo.
Tava lendo um pouco da história do Brian no Google da vida e me deparei com algo muito recorrente em muitas pessoas. Todo mundo tem algo que esconde ou teve uma vida muito da normal. A dele não é diferente e nem exótica como muitas pessoas possam imaginar.
Não cabe aqui dizer o que li em si, mas cabe dizer que de alguma maneira, ele cuspiu nas convenções e fez algo que lhe fazia se sentir completo.
É assim que me sinto em relação a música. É algo que me completa, me acompanha, me motiva. Assim como existem fanáticos por qualquer coisa, existe isso em mim. Um fanatismo meio xiita como costumo dizer, mas é a total verdade.
O mais estranho de tudo isso é que lá no fundo sou covarde. Sinto-me velha o suficiente pra não ter mais esses repentes adolescentes. E me sinto até patética por saber que na idade que me encontro, tenho essas dúvidas tão infantis e sem nexo.
Engraçado é que não temo as mudanças. De uns anos pra cá tenho as aceitado de uma maneira até bem tranquila. Mas mesmo assim, às vezes, é como se eu estivesse sentada no topo de algum prédio bem alto e visse o tempo correr de uma maneira tão estrondosa que chega a me assustar. Talvez eu não tenha a coragem suficiente pra correr atrás de sonhos meio infantis.
Aí, você que lê deve pensar: ‘nossa ela viaja muito, cada vez que vai num show, faz um release desses bem esquizofrênicos’. Mas não é. Eu vejo pessoas com tantas oportunidades sem saber aceitá-las, sem dar a mínima pra isso. E me vejo sem tantas oportunidades que eu mesmo não fui mulher de correr atrás. Tudo talvez por medo, por insegurança.
Acatei tudo aquilo que aprendi. Hoje sou assim por formação. Algumas coisas por personalidade. E mesmo deixando de correr atrás de outras oportunidades, as que eu tenho não consigo, simplesmente, deixá-las escapar.
Sai do show com um sorriso imenso no rosto. Precisava de um desses por semana. Pra me desestressar, me tirar o foco nem que fosse só por uma hora e meia como foi esse último. E só de estar lá, de qualquer maneira que fosse, já é algo que me faz sentir tudo ao extremo.
Placebo? Sempre impecável. Som, maquiagem, rebeldia, viadagem e dor. O que mais importa?
“We can build a new tomorrow, today”
segunda-feira, abril 05, 2010
O mundo é maluco mesmo. Nas horas que você menos imagina acontecem umas coisas esquisitas que dá até medo. Outras horas em que você espera que aconteçam essas mesmas coisas, elas nem dão sinal de vida.
Passei o fim de semana confabulando teorias das mais psicodélicas em minha cabeça. Eu tenho esse problema de viver o irreal muitas vezes, talvez porque ele me pareça fabuloso.
Tenho também essa mania de deixar o passado me assombrar em horas que ele deveria sumir de vez. E isso atrapalha qualquer futura sensação boa quando se instala. Não sei ainda porque insisto, se me sinto tão livre, tão consciente.
Acho que amadureci cinquenta anos nesses últimos três. Apesar de gostar de viver o irreal, eu sei das minhas reais possibilidades frente a tudo.
Enfim, me instalo nesse paradoxo de frases que significam algo somente pra mim.
Passei o fim de semana confabulando teorias das mais psicodélicas em minha cabeça. Eu tenho esse problema de viver o irreal muitas vezes, talvez porque ele me pareça fabuloso.
Tenho também essa mania de deixar o passado me assombrar em horas que ele deveria sumir de vez. E isso atrapalha qualquer futura sensação boa quando se instala. Não sei ainda porque insisto, se me sinto tão livre, tão consciente.
Acho que amadureci cinquenta anos nesses últimos três. Apesar de gostar de viver o irreal, eu sei das minhas reais possibilidades frente a tudo.
Enfim, me instalo nesse paradoxo de frases que significam algo somente pra mim.
quarta-feira, março 31, 2010
segunda-feira, março 22, 2010
E que venham os 30!
Ganhei a pista sábado. Um dos meus melhores presentes. O pé ficou cheio de bolhas e pequenos cortes mas fiquei feliz como não me sentia há um tempo...
O ouvido tinha aquele zunido bom de música alta. Minha alma lavada. O meu cansaço grande, mas ter pessoas queridas ao seu lado é muito bom...
Ainda tenho excelentes lembranças daquele lugar...tão boas que levarei pra sempre comigo...tenho certeza de que fechei finalmente um ciclo...
A vida tem dessas surpresas. Umas boas, outras ruins, mas que deixam ela cada dia mais interessante. Sempre sentirei ao extremo, não mudarei...
Portanto essa é minha essência. Da luta não me retiro já dizia um poeta. Sou lágrima, riso, suspiro, dor e amor. Carne, osso e intensidade...
E que venham os 30. Estou finalmente preparada!
Ganhei a pista sábado. Um dos meus melhores presentes. O pé ficou cheio de bolhas e pequenos cortes mas fiquei feliz como não me sentia há um tempo...
O ouvido tinha aquele zunido bom de música alta. Minha alma lavada. O meu cansaço grande, mas ter pessoas queridas ao seu lado é muito bom...
Ainda tenho excelentes lembranças daquele lugar...tão boas que levarei pra sempre comigo...tenho certeza de que fechei finalmente um ciclo...
A vida tem dessas surpresas. Umas boas, outras ruins, mas que deixam ela cada dia mais interessante. Sempre sentirei ao extremo, não mudarei...
Portanto essa é minha essência. Da luta não me retiro já dizia um poeta. Sou lágrima, riso, suspiro, dor e amor. Carne, osso e intensidade...
E que venham os 30. Estou finalmente preparada!
domingo, março 14, 2010
Ela olhava para o horizonte vendo o sol se por naquela tarde, olhando fixamente pelo muro. As mãos no bolso significavam algo que queria guardar loucamente, mas já não podia mais. Seu rosto tinha uma expressão de dor contida, como já não sentia há uns bons anos.
Aquilo tinha que tinha que acabar. De uma forma ou outra. Se entregou tanto a sentir algo tão tranquilo que esqueceu as turbulências do mundo. E aquele vai e vem de problemas tinha se tornado uma constante nos últimos meses.
Ele chegou quieto. Seus passos eram leves mas não entendia o por que daquela comoção. E por minutos ficou olhando a cena junto com ela, sem trocar nenhuma palavra.
- Você gosta dessas coisas, né? - disse ele quebrando o silêncio
- Sim, e vou gostar a minha vida toda. É tudo tão tranquilo quando a gente vê a natureza fazer seu papel, sem reclamar. A gente reclama toda hora, de tudo, sem ao menos notar que o mundo se vira sem a gente.
- E por que me chamaste?
Ela então se virou e olhou bem em seus olhos. Queria dizer que chamou só porque tinha saudades, mas não eram só as saudades que lhe traziam ali. Eram também as dúvidas, a confissão.
- Te chamei pra dizer que te amo...
Ele olhou com um ar descrente a tudo aquilo. As palavras saíram tão firmes que ele quase não acreditou no que ouvia.
- E dizer que te amo, não pode ser dito pelo telefone. Tem que olhar no olho, ver a verdade estampada no rosto do outro. E ver a mesma reação que vi em seus olhos.
- Eu sei, mas... o que aconteceu?
- E pra amar alguém precisa acontecer alguma coisa? Precisa ter hora marcada? Pessoa certa?
- Não, não precisa, mas não foi isso que quis dizer....quis dizer, como se...
- Se você é a pessoa errada? Eu também me perguntei. Mas não teve explicação. O fato é que você não pertence ao meu mundo, não faz parte de tudo o que acredito, não tem as mesmas expectativas da vida que eu, mas aconteceu...
- Olha, você é uma pessoa maravilhosa...
- Mas sou mulher, não menina. Não me iludo facilmente com as coisas. Pode acreditar, todas as coisas que você poderá me dizer, eu já pensei.
Por um segundo, uma raiva cresceu dentro dele. Ela tinha todas as respostas, prontas, claras. O que teriam que discutir? Mas ela mexia em seus cabelos e ele podia lembrar do primeiro dia que a viu...
- O problema de tudo isso é que eu também sei, que seus sentimentos por mim não vão muito longe...
- Você não pode assumir o que não sabe! Você não está dentro de minha cabeça pra saber o que eu sinto ou deixo de sentir! Sabe, você está assumindo todas essas coisas porque acha que sabe de tudo da vida, que é experiente e tudo mais... - a raiva dele crescia..
- E se você tivesse esse mesmo sentimento estaria então agindo dessa forma? - ela sorriu serenamente...
- O que você queria de mim? Você me desprezou por tanto tempo, se defendendo de algo que eu nunca consegui enxergar. Você sempre se demostrou alheia a qualquer atitude que eu tomasse...
- Não me importo com mimos, meu querido. Me importo com a sua expressão, como o seu corpo reage junto ao meu. Como me olha, como me beija. O seu sorriso. Com isso que me importo. Me importo com o comprometimento. Mas como você joga toda a responsabilidade dessa relação nas minhas costas? Ela foi feita a dois...
- Mas tinhamos um trato...
- Trato que nunca existiu. E eu simplesmente sinto, só.
- Não sou o cara certo pra você e você sabe disso...
- O que é ser certo nessa vida? Não dar mancadas? Não brigar? Ser perfeito? O perfeito não existe. E se existe, é chato pacas...
Ele queria contra argumentar. Não que não tivesse nenhum sentimento por ela. Tinha. Gostava de sua companhia, suas conversas, do seu jeito de encarar a vida. Talvez gostasse mais dela do que ela mesmo imaginava. Mas nunca tinha pensado até ali se era amor. Ela por força de expressão, rompeu novamente o silêncio:
- Mas estou abrindo mão. Abrindo mão porque não quero mais sofrer, nem te fazer sofrer...
Ele se aproximou dela rapidamente e pegou sua mão...
- Não espera, as coisas não podem ser assim...
- E serão como? Um dia estaremos os dois quebrados, tentando ser fortes, lutando contra o que realmente queremos. E reclamando. Olha lá o sol se pôs e amanhã fará a mesma coisa porque é assim que tem que ser.
- E a na vida da gente faz nossas próprias escolhas...
- Entendeu o por que te amo agora?
- Sim...
O mundo continuou por todos os dias, mesmo sabendo que mais um amor terminou...
Aquilo tinha que tinha que acabar. De uma forma ou outra. Se entregou tanto a sentir algo tão tranquilo que esqueceu as turbulências do mundo. E aquele vai e vem de problemas tinha se tornado uma constante nos últimos meses.
Ele chegou quieto. Seus passos eram leves mas não entendia o por que daquela comoção. E por minutos ficou olhando a cena junto com ela, sem trocar nenhuma palavra.
- Você gosta dessas coisas, né? - disse ele quebrando o silêncio
- Sim, e vou gostar a minha vida toda. É tudo tão tranquilo quando a gente vê a natureza fazer seu papel, sem reclamar. A gente reclama toda hora, de tudo, sem ao menos notar que o mundo se vira sem a gente.
- E por que me chamaste?
Ela então se virou e olhou bem em seus olhos. Queria dizer que chamou só porque tinha saudades, mas não eram só as saudades que lhe traziam ali. Eram também as dúvidas, a confissão.
- Te chamei pra dizer que te amo...
Ele olhou com um ar descrente a tudo aquilo. As palavras saíram tão firmes que ele quase não acreditou no que ouvia.
- E dizer que te amo, não pode ser dito pelo telefone. Tem que olhar no olho, ver a verdade estampada no rosto do outro. E ver a mesma reação que vi em seus olhos.
- Eu sei, mas... o que aconteceu?
- E pra amar alguém precisa acontecer alguma coisa? Precisa ter hora marcada? Pessoa certa?
- Não, não precisa, mas não foi isso que quis dizer....quis dizer, como se...
- Se você é a pessoa errada? Eu também me perguntei. Mas não teve explicação. O fato é que você não pertence ao meu mundo, não faz parte de tudo o que acredito, não tem as mesmas expectativas da vida que eu, mas aconteceu...
- Olha, você é uma pessoa maravilhosa...
- Mas sou mulher, não menina. Não me iludo facilmente com as coisas. Pode acreditar, todas as coisas que você poderá me dizer, eu já pensei.
Por um segundo, uma raiva cresceu dentro dele. Ela tinha todas as respostas, prontas, claras. O que teriam que discutir? Mas ela mexia em seus cabelos e ele podia lembrar do primeiro dia que a viu...
- O problema de tudo isso é que eu também sei, que seus sentimentos por mim não vão muito longe...
- Você não pode assumir o que não sabe! Você não está dentro de minha cabeça pra saber o que eu sinto ou deixo de sentir! Sabe, você está assumindo todas essas coisas porque acha que sabe de tudo da vida, que é experiente e tudo mais... - a raiva dele crescia..
- E se você tivesse esse mesmo sentimento estaria então agindo dessa forma? - ela sorriu serenamente...
- O que você queria de mim? Você me desprezou por tanto tempo, se defendendo de algo que eu nunca consegui enxergar. Você sempre se demostrou alheia a qualquer atitude que eu tomasse...
- Não me importo com mimos, meu querido. Me importo com a sua expressão, como o seu corpo reage junto ao meu. Como me olha, como me beija. O seu sorriso. Com isso que me importo. Me importo com o comprometimento. Mas como você joga toda a responsabilidade dessa relação nas minhas costas? Ela foi feita a dois...
- Mas tinhamos um trato...
- Trato que nunca existiu. E eu simplesmente sinto, só.
- Não sou o cara certo pra você e você sabe disso...
- O que é ser certo nessa vida? Não dar mancadas? Não brigar? Ser perfeito? O perfeito não existe. E se existe, é chato pacas...
Ele queria contra argumentar. Não que não tivesse nenhum sentimento por ela. Tinha. Gostava de sua companhia, suas conversas, do seu jeito de encarar a vida. Talvez gostasse mais dela do que ela mesmo imaginava. Mas nunca tinha pensado até ali se era amor. Ela por força de expressão, rompeu novamente o silêncio:
- Mas estou abrindo mão. Abrindo mão porque não quero mais sofrer, nem te fazer sofrer...
Ele se aproximou dela rapidamente e pegou sua mão...
- Não espera, as coisas não podem ser assim...
- E serão como? Um dia estaremos os dois quebrados, tentando ser fortes, lutando contra o que realmente queremos. E reclamando. Olha lá o sol se pôs e amanhã fará a mesma coisa porque é assim que tem que ser.
- E a na vida da gente faz nossas próprias escolhas...
- Entendeu o por que te amo agora?
- Sim...
O mundo continuou por todos os dias, mesmo sabendo que mais um amor terminou...
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
domingo, fevereiro 07, 2010
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
terça-feira, fevereiro 02, 2010
domingo, janeiro 31, 2010
Acho que ninguém me entende tanto qto o Amarante nessa minha fase:
http://www.youtube.com/watch?v=JZ4ZiTgnaYI
http://www.youtube.com/watch?v=JZ4ZiTgnaYI
"Eu encontrei quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar"
Rodrigo Amarante - Último Romance
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar"
Rodrigo Amarante - Último Romance
terça-feira, janeiro 26, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
terça-feira, janeiro 12, 2010
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Bom, findamos uma década, e pra isso, resolvi escrever os 20 mais importantes discos pra mim nessa década (eram 10 gente, mas lembrei de outros!):
20) Entrada para Raros (2003) – O Teatro Mágico: Porque começar a lista com uma banda nacional que só aqueles adolescentes chatos escutam? Eu num sou mais uma adolescente chata, posso ser chata, mas não adolescente. Mas ao ver o Teatro Mágico, fiquei encantada, com tudo. É um espetáculo, uma lição de que não são só os gringos que podem ter música de qualidade e melhor, de graça. Anitelli tem um poder de palco que poucos tem. O disco é bom, mas nada comparado ao seu show. Somente para raros.
19) Toxicity (2001) – System Of A Down: Quem não ouviu pelo menos uma música desse álbum nessa última década, não esteve neste planeta. O SOAD lançou um álbum pra arregaçar com tudo em 2001. O governo, a apatia, a rebeldia, a sua família, a sua vida e por aí vai. Tem de tudo rock, balada, viagem e até música étnica. E se você não teve vontade de quebrar tudo ouvindo “Chop Suey!” então vá procurar ajuda, tá doente, de verdade.
18) Songs for the deaf (2002) – Queens of the Stone Age: Quando escutei esse disco pela primeira vez pensei, ‘caramba meu, esses caras são bons demais’. Confesso que minha audição ao QOTSA parou por aqui. Era tudo o que eu procurava naquela época da minha vida, algo que eu descrevia como pesado e alucinate. “No One Knows”, “Go with the Flow”, “God Is In the Radio” e “A Song for the Deaf”, essenciais.
17) Back to Black (2006) – Amy Winehouse: Existe uma mulher polêmica, que faz tudo o que não deve, manda todo mundo pra onde Judas perdeu as pernas e com a voz dela? Amy fez um disco dos anos 50 em 2006 e mostrou pra todo mundo que hoje não gosta dela e a ache totalmente desnecessária, que música é atemporal e que a gente pode misturar elementos de todos os gêneros pra fazer algo marcante. A faixa que dá nome ao álbum é o espírito de Amy, pena que muitas vezes ela se perde e se esquece que música é um excelente foco na vida...
16) Avantgardedog (2000) – Eleven: Essa banda é antiga, mas nunca fez muito sucesso até tocar com Chris Cornell no seu álbum solo de estréia. O disco foi lançado bem na tour do Chris, e mesmo assim, não deixa de ter sua peculiaridade. A voz da Natasha Schneider é imcomparável e a melodia de seu piano misturada com as guitarras do seu esposo Alain Johanes, nos mostram que música não tem rótulo, é música.
15) Origin of Symmetry (2001) – Muse: Conheci o Muse há uns dois anos e logo de cara me lembrou o início dos anos 90. Algo rock n’ roll sem igual, que dá vontade de gritar e tirar a roupa de tão maluco ao mesmo tempo. Esse álbum o Muse é simples, direto e te deixa extasiado, como se estivesse num lugar onde todas as coisas são diferentes. Yeah, my plug in baby in unbroken virgin realities...
14) Diorama (2001) – Silverchair: Por que eu coloquei o Silverchair nessa lista? Um dos motivos é porque gosto da banda e outro é porque essa pequena banda da Austrália, que começou em meados de 96, com seus integrantes adolescentes tomou uma proporção peculiar no mundo musical. Goste, os odeie ou os ignore, não dá pra negar que o Silverchair cresceu em todos os sentidos. Vale ouvir o álbum só por ter “Across the Night”, o resto é lucro.
13) American Idiot (2004) – Green Day: Tá aí, se tem uma banda que eu posso dizer com todas as propriedades que amadureceu, essa foi o Green Day.y O qe eles são hoje, punks, emos, banda de sei lá o que? Não vale a pena tentar definir. Esse álbum do Green Day veio pra mostrar que os caras são versáteis e que aquelas músicas perdidas nos outros álbuns no meio do alvorço punk californiano da década de 90 pode virar um excelente álbum de protesto.
12) Elephant (2003) – The White Stripes: O White Stripes apareceu para ser a banda dos anos 2000. Tenho que concordar que os irmãos White são a dupla mais versátil que eu já vi em palco. Um show milimetricamente bem disposto e ensaiado em músicas simples e bem arranjadas. “Seven Nation Army” é um hino poderoso. Pena que o White Stripes repetiu a mesma fórmula e não inovou como nesse álbum.
11) Rush of Blood to the Head (2002) – Coldplay: Vou ser arrogante ao dizer que as pessoas precisam ter esse álbum do Coldplay. Não há como não ouvir e não se apaixonar pelas letras desse álbum tranqüilo e ao mesmo tempo lindo de chorar. Como eu sempre digo, todo homem deveria escrever pelo menos uma música de amor. E o Coldplay nesse álbum escreveu onze.
10) Meds (2006) – Placebo: O universo paralelo é algo inexplicável. O Placebo veio com um álbum cheio de referências narcóticas e amorosas doloridas como sempre faz e uma participação especial do Michael Stipe. E a cada música essa mistura de sentimentos se espalham de uma maneira incontrolável. Não precisa tomar nenhuma pílula pra entender as músicas, mas precisa aprender a sentir.
9) The Invisible Band (2001) – Travis: Alguém já comeu algo agridoce? Algo que te dá uma sensação de doce, mas no fundo pode ser amargo demais? Esse álbum do Travis me soa assim. Agridoce. Feliz e com letras tristes. Que faz você querer ouvir naqueles dias ensolarados, que está apaixonadíssimo, mas não é correspondido. Como ele mesmo diz, a grama é sempre mais verde do outro lado.
8) Red (2001) – Days Of The New: Esse foi o ultimo album oficial do DOTN. Tem gente que diz ter mais um, mas até hoje eu não ouvi. Talvez por ter sido o último, os violões acústicos parecem mais fortes, como se soassem guitarras distorcidas. A voz poderosa do Travis Meeks fazem as canções serem mais marcantes ainda. Toda vez que ouço me sinto correr em uma floresta gelada e lá no final estar numa cama quente, macia, cheirosa e alguém me vigiando. Eles sempre me deram essa sensação de poder voar. E no fim do álbum, estar voando parece ser muito comum.
7) Birds Of Pray (2003) – Live: Vi nessa mesma época a banda ao vivo, algo mais surreal do que da primeira vez que os vi em 2001. Ed Kowalczyk é capaz de fazer você parar pra pensar que o mundo pode ser melhor mesmo com todas as atrocidades que existem. E quando você ouvir “Sweet Realease” vai querer se entregar de corpo e alma a uma só coisa: viver.
6) One by One (2002) – Foo Fighters: O que teria sido de todas essas boas músicas do Dave Grohl se o Kurt Cobain não tivesse se matado? Dave Grohl fez álbuns excelentes desde sua primeira aparição em 1995 com o álbum homônimo. Começando com aquela batida rock n’ roll mais clássica no começo de “All My Life”, passando por “Times Like These”, a lenta mas não menos linda “Tired Of You” e indo lá pro fim terminando com “Come Back” o álbum é um disco puro de rock, sem frescuras.
5) Riot Act (2002) – Pearl Jam: A partir desse álbum notamos a veia folk do Eddie Vedder se espalhando de vez. Da primeira batida na bateria de “Can’t Keep” já se pode notar isso muito claro. Apesar do rock clássico de “Save You” e do luto de “Love Boat Captain”, toda vez que escuto “I Am Mine” tenho certeza de que confiar em você mesmo é essencial.
4) Audioslave (2002) – Audioslave: O Audioslave era pra ser somente um projeto, que se tornou uma banda de três discos. Mas o álbum de estréia dessa curta carreira foi realmente marcante. Chris Cornell vinha de uma banda poderosa dos anos 90, o Soundgarden e Tom Morello, Brak Wilk e Tim Commerford vinham do Rage Against the Machine. O álbum decorre de elementos fortes da antiga banda de Morello, com as letras difíceis de Chris Cornell. É um disco forte, com vocais rasgados e uma guitarra estridente, peculiar. “Cochise” lembra um turbilhão de água forte passando por dentro de seus ouvidos, passa pela raiva de “What You Are”, pela linda melodia de “I Am a Highway” e termina com a raiva de “Show Me How To Live”. Tocaram até em Cuba, contradizendo o governo americano. E se é contravenção então é único.
3) Hybrid Theory (2000) – Linkin Park: Enquanto existir uma guitarra, existirá alguém que por mais que queira ser diferente, saberá usá-la. E isso acontece com o Linkin Park em seu álbum de estréia. O hip hop, as roupas e a tatuagem não faziam a menor diferença frente ao que a banda em si propunha. Letras com refrões pegajosos, como se fosse um grito que estava preso na garganta, uma vontade maluca de colocar a raiva pra fora. Era essa a proposta do Linkin Park, colocar sua raiva pra ser produtiva, extravasar e ser você mesmo. Tocou incessantemente nas rádios, mas não fez jus as não conhecidas. “Runaway”, “Place For My Head” e “Pushing Me Away” são tão bombásticas quanto “Crawling”, “In The End” e “Papercut”. Disco de rock assim, só na outra década.
2) Scarlet’s Walk (2002) – Tori Amos: A Tori é sempre clássica. Sempre necessária, sempre única. Nesse álbum não poderia ser diferente. Ela fala de sonhos, aflições, política, perda, daquela maneira que só ela sabe descrever. O piano é de chorar. As letras onde cada frase tem um significado em comum e “I Can’t See New York” dói, só de pensar que patriotismos a parte, morrer pode parecer algo inexplicável.
1) Kid A (2000) – Radiohead: Por que eu escolhi esse disco pra ser o primeiro da lista? Porque esse álbum realmente me marcou. Quando ouvi os primeiros acordes da “Everything In Its Right Place” achei estranho e curioso. Assim como o disco todo em si. A mistura de eletrônicos (e não entendam música eletrônica convencional) com as guitarras e a voz quase angelical do Thom Yorke faz o álbum se tornar soturno e vanguardista, mas não piegas. Dá até pra dançar aquela dancinha clássica que ele faz em “Idioteque” e escutar as músicas no escuro, viajando, sem mesmo precisar de alguma substância ilícita pra isso.
20) Entrada para Raros (2003) – O Teatro Mágico: Porque começar a lista com uma banda nacional que só aqueles adolescentes chatos escutam? Eu num sou mais uma adolescente chata, posso ser chata, mas não adolescente. Mas ao ver o Teatro Mágico, fiquei encantada, com tudo. É um espetáculo, uma lição de que não são só os gringos que podem ter música de qualidade e melhor, de graça. Anitelli tem um poder de palco que poucos tem. O disco é bom, mas nada comparado ao seu show. Somente para raros.
19) Toxicity (2001) – System Of A Down: Quem não ouviu pelo menos uma música desse álbum nessa última década, não esteve neste planeta. O SOAD lançou um álbum pra arregaçar com tudo em 2001. O governo, a apatia, a rebeldia, a sua família, a sua vida e por aí vai. Tem de tudo rock, balada, viagem e até música étnica. E se você não teve vontade de quebrar tudo ouvindo “Chop Suey!” então vá procurar ajuda, tá doente, de verdade.
18) Songs for the deaf (2002) – Queens of the Stone Age: Quando escutei esse disco pela primeira vez pensei, ‘caramba meu, esses caras são bons demais’. Confesso que minha audição ao QOTSA parou por aqui. Era tudo o que eu procurava naquela época da minha vida, algo que eu descrevia como pesado e alucinate. “No One Knows”, “Go with the Flow”, “God Is In the Radio” e “A Song for the Deaf”, essenciais.
17) Back to Black (2006) – Amy Winehouse: Existe uma mulher polêmica, que faz tudo o que não deve, manda todo mundo pra onde Judas perdeu as pernas e com a voz dela? Amy fez um disco dos anos 50 em 2006 e mostrou pra todo mundo que hoje não gosta dela e a ache totalmente desnecessária, que música é atemporal e que a gente pode misturar elementos de todos os gêneros pra fazer algo marcante. A faixa que dá nome ao álbum é o espírito de Amy, pena que muitas vezes ela se perde e se esquece que música é um excelente foco na vida...
16) Avantgardedog (2000) – Eleven: Essa banda é antiga, mas nunca fez muito sucesso até tocar com Chris Cornell no seu álbum solo de estréia. O disco foi lançado bem na tour do Chris, e mesmo assim, não deixa de ter sua peculiaridade. A voz da Natasha Schneider é imcomparável e a melodia de seu piano misturada com as guitarras do seu esposo Alain Johanes, nos mostram que música não tem rótulo, é música.
15) Origin of Symmetry (2001) – Muse: Conheci o Muse há uns dois anos e logo de cara me lembrou o início dos anos 90. Algo rock n’ roll sem igual, que dá vontade de gritar e tirar a roupa de tão maluco ao mesmo tempo. Esse álbum o Muse é simples, direto e te deixa extasiado, como se estivesse num lugar onde todas as coisas são diferentes. Yeah, my plug in baby in unbroken virgin realities...
14) Diorama (2001) – Silverchair: Por que eu coloquei o Silverchair nessa lista? Um dos motivos é porque gosto da banda e outro é porque essa pequena banda da Austrália, que começou em meados de 96, com seus integrantes adolescentes tomou uma proporção peculiar no mundo musical. Goste, os odeie ou os ignore, não dá pra negar que o Silverchair cresceu em todos os sentidos. Vale ouvir o álbum só por ter “Across the Night”, o resto é lucro.
13) American Idiot (2004) – Green Day: Tá aí, se tem uma banda que eu posso dizer com todas as propriedades que amadureceu, essa foi o Green Day.y O qe eles são hoje, punks, emos, banda de sei lá o que? Não vale a pena tentar definir. Esse álbum do Green Day veio pra mostrar que os caras são versáteis e que aquelas músicas perdidas nos outros álbuns no meio do alvorço punk californiano da década de 90 pode virar um excelente álbum de protesto.
12) Elephant (2003) – The White Stripes: O White Stripes apareceu para ser a banda dos anos 2000. Tenho que concordar que os irmãos White são a dupla mais versátil que eu já vi em palco. Um show milimetricamente bem disposto e ensaiado em músicas simples e bem arranjadas. “Seven Nation Army” é um hino poderoso. Pena que o White Stripes repetiu a mesma fórmula e não inovou como nesse álbum.
11) Rush of Blood to the Head (2002) – Coldplay: Vou ser arrogante ao dizer que as pessoas precisam ter esse álbum do Coldplay. Não há como não ouvir e não se apaixonar pelas letras desse álbum tranqüilo e ao mesmo tempo lindo de chorar. Como eu sempre digo, todo homem deveria escrever pelo menos uma música de amor. E o Coldplay nesse álbum escreveu onze.
10) Meds (2006) – Placebo: O universo paralelo é algo inexplicável. O Placebo veio com um álbum cheio de referências narcóticas e amorosas doloridas como sempre faz e uma participação especial do Michael Stipe. E a cada música essa mistura de sentimentos se espalham de uma maneira incontrolável. Não precisa tomar nenhuma pílula pra entender as músicas, mas precisa aprender a sentir.
9) The Invisible Band (2001) – Travis: Alguém já comeu algo agridoce? Algo que te dá uma sensação de doce, mas no fundo pode ser amargo demais? Esse álbum do Travis me soa assim. Agridoce. Feliz e com letras tristes. Que faz você querer ouvir naqueles dias ensolarados, que está apaixonadíssimo, mas não é correspondido. Como ele mesmo diz, a grama é sempre mais verde do outro lado.
8) Red (2001) – Days Of The New: Esse foi o ultimo album oficial do DOTN. Tem gente que diz ter mais um, mas até hoje eu não ouvi. Talvez por ter sido o último, os violões acústicos parecem mais fortes, como se soassem guitarras distorcidas. A voz poderosa do Travis Meeks fazem as canções serem mais marcantes ainda. Toda vez que ouço me sinto correr em uma floresta gelada e lá no final estar numa cama quente, macia, cheirosa e alguém me vigiando. Eles sempre me deram essa sensação de poder voar. E no fim do álbum, estar voando parece ser muito comum.
7) Birds Of Pray (2003) – Live: Vi nessa mesma época a banda ao vivo, algo mais surreal do que da primeira vez que os vi em 2001. Ed Kowalczyk é capaz de fazer você parar pra pensar que o mundo pode ser melhor mesmo com todas as atrocidades que existem. E quando você ouvir “Sweet Realease” vai querer se entregar de corpo e alma a uma só coisa: viver.
6) One by One (2002) – Foo Fighters: O que teria sido de todas essas boas músicas do Dave Grohl se o Kurt Cobain não tivesse se matado? Dave Grohl fez álbuns excelentes desde sua primeira aparição em 1995 com o álbum homônimo. Começando com aquela batida rock n’ roll mais clássica no começo de “All My Life”, passando por “Times Like These”, a lenta mas não menos linda “Tired Of You” e indo lá pro fim terminando com “Come Back” o álbum é um disco puro de rock, sem frescuras.
5) Riot Act (2002) – Pearl Jam: A partir desse álbum notamos a veia folk do Eddie Vedder se espalhando de vez. Da primeira batida na bateria de “Can’t Keep” já se pode notar isso muito claro. Apesar do rock clássico de “Save You” e do luto de “Love Boat Captain”, toda vez que escuto “I Am Mine” tenho certeza de que confiar em você mesmo é essencial.
4) Audioslave (2002) – Audioslave: O Audioslave era pra ser somente um projeto, que se tornou uma banda de três discos. Mas o álbum de estréia dessa curta carreira foi realmente marcante. Chris Cornell vinha de uma banda poderosa dos anos 90, o Soundgarden e Tom Morello, Brak Wilk e Tim Commerford vinham do Rage Against the Machine. O álbum decorre de elementos fortes da antiga banda de Morello, com as letras difíceis de Chris Cornell. É um disco forte, com vocais rasgados e uma guitarra estridente, peculiar. “Cochise” lembra um turbilhão de água forte passando por dentro de seus ouvidos, passa pela raiva de “What You Are”, pela linda melodia de “I Am a Highway” e termina com a raiva de “Show Me How To Live”. Tocaram até em Cuba, contradizendo o governo americano. E se é contravenção então é único.
3) Hybrid Theory (2000) – Linkin Park: Enquanto existir uma guitarra, existirá alguém que por mais que queira ser diferente, saberá usá-la. E isso acontece com o Linkin Park em seu álbum de estréia. O hip hop, as roupas e a tatuagem não faziam a menor diferença frente ao que a banda em si propunha. Letras com refrões pegajosos, como se fosse um grito que estava preso na garganta, uma vontade maluca de colocar a raiva pra fora. Era essa a proposta do Linkin Park, colocar sua raiva pra ser produtiva, extravasar e ser você mesmo. Tocou incessantemente nas rádios, mas não fez jus as não conhecidas. “Runaway”, “Place For My Head” e “Pushing Me Away” são tão bombásticas quanto “Crawling”, “In The End” e “Papercut”. Disco de rock assim, só na outra década.
2) Scarlet’s Walk (2002) – Tori Amos: A Tori é sempre clássica. Sempre necessária, sempre única. Nesse álbum não poderia ser diferente. Ela fala de sonhos, aflições, política, perda, daquela maneira que só ela sabe descrever. O piano é de chorar. As letras onde cada frase tem um significado em comum e “I Can’t See New York” dói, só de pensar que patriotismos a parte, morrer pode parecer algo inexplicável.
1) Kid A (2000) – Radiohead: Por que eu escolhi esse disco pra ser o primeiro da lista? Porque esse álbum realmente me marcou. Quando ouvi os primeiros acordes da “Everything In Its Right Place” achei estranho e curioso. Assim como o disco todo em si. A mistura de eletrônicos (e não entendam música eletrônica convencional) com as guitarras e a voz quase angelical do Thom Yorke faz o álbum se tornar soturno e vanguardista, mas não piegas. Dá até pra dançar aquela dancinha clássica que ele faz em “Idioteque” e escutar as músicas no escuro, viajando, sem mesmo precisar de alguma substância ilícita pra isso.
terça-feira, dezembro 22, 2009
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Ando cansada, precisando de férias. O Blog parou. Bloqueio mental total. Só me lembro de o show do Jane's Addiction ser perfeito e do Faith no More, épico. Tenho saudades absurdas e constantes. Pele de cetim, enrosca-se na minha, me faz delirar de intensidade. Danço sozinha no quarto há dias. Tudo dá mesmo certo no final, assim diz a frase. Amigos, são mais que tudo, são as horas de rir, chorar e contar os causos. A vida é cíclica, tudo tem um novo começo, um novo meio e o fim. Odiei mesmo esse novo orkut, o antigo rulez. Ah CC, cada vez mais xiitamente perdida em sua voz. Avalon e Stonehenge feelings pulsando em minha cabeça. Expectativa louca pro show do Coldplay. Durmo apenas 5 horas por noite, uma hora entro em colapso. Artigo e Tese, combinação bombástica. Brigando no trânsito. Virei Isaura, a escrava branca. Chove que nem Seattle nessa terra e eu, só quero olhar pra esses seus olhos e ver seu sorriso. Tudo isso faz muito sentido.
segunda-feira, novembro 30, 2009
domingo, novembro 29, 2009
Estou numa fase de decisão. Minha vida tem que mudar de uma vez por todas. Cansei da mesmice das coisas. Cansei de falar e não ser ouvida. Cansei de ser tratada como criança, tendo os 30 batendo nas minhas costas.
Quando as coisas vão dar certo efetivamente? Quando vou parar de ficar quebrando a cabeça?
Às vezes acho que nada dá mais...é essa solidão que me bate...
Quando as coisas vão dar certo efetivamente? Quando vou parar de ficar quebrando a cabeça?
Às vezes acho que nada dá mais...é essa solidão que me bate...
sábado, novembro 28, 2009
quarta-feira, novembro 25, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
- Tá doendo, tá? Será que vc não vê?
A mulher de cabelos longos vermelhos, olhava pra menina caída no chão. Sua expressão era sempre a mesma,os olhos eram de desprezo, principalmente quando era chamada pra essas ocasiões:
- Eu te avisei, um milhão de vezes, você não quis me escutar... E mais uma vez me chamou pra escutar o óbvio...
- Tu és a única pessoa que confio, sabes disso, mas mesmo assim, me ignora, ignora o fato que estou aqui lhe pedindo ajuda.
- Não ignoro, só acho que você vive batendo nessa mesma tecla. Se tá doendo, se cure. Não tem o que fazer. Não tem como melhorar.
- Não sei mais o que fazer, fiz de tudo, tudo o que você me disse. Segui todos os seus malditos conselhos e agora, tudo o que tenho é essa dor que não passa. Não há pílulas que curem, não há mais nada que posso fazer...
- Você sabe o que tem que fazer, só está querendo ouvir de mim pra ter a certeza de que não fará nada de errado...
- Eu não sei! Já lhe disse! Por que não me ouves?
- Você está falando comigo ou com sua consciência? Larga a mão de ser a adolescente perdida no mundo! Seu tempo já passou, agora é agir! Agir garota, nada mais! Mas você não presta atenção, fica nesses seus "e se isso... e se aquilo", acorde! Na vida não existe "e se..."
- Não consigo entender... Se não existe, por que a gente procura explicações pra tudo?
- Porque é confortável. Porque te faz sentir mais humana se pensar que sua vida é cheia de possibilidades. As possibilidades você mesmo que cria. A vida não corre atrás de você se você não vive.
- Mais do que eu tenho feito? Mais do que eu tenho entendido pacientemente a realidade que me tortura? Não é possível, tem que ter alguma solução mais plausível...
- Escute a você mesmo. Você quer que as coisas caiam do céu. Quer que as pessoas lhe entendam, gostem de ti, gostem da tua companhia, mas o que você faz pra merecer isso?
- Sou verdadeira, tu me ensinaste isso, esqueceu?
- Verdadeira... E por que fica aí, chorando que algo está te ferindo em vez de arrancar logo de uma vez o veneno que te consome todos os dias? A ferida tem que ser limpa, exposta, senão ela não cicatriza, não melhora nunca. Ficou aí batendo no peito, dizendo que estava finalmente curada, mas não tá. Tampou o buraco com uma gaze e deixou lá, sem cuidado nenhum... isso infecciona e tudo morre. Você e as mesmas inseguranças, mesmos medos, será que nunca vai aprender?
- Como não cuidei? Como não limpei e simplesmente tampei pra não ter que ver? Você estava aqui! Você viu, você viu tudo, viu tudo o que fiz e tudo o que tenho tentado fazer e agora você me vem com essa história? Hipócrita!
Uma expressão de raiva se criou no rosto pálido daquela mulher. Ela se abaixou lentamente e com o dedo apontado para o rosto da menina, disse entre os dentes, segurando seu instinto:
- Hipócrita? O que você sabe da vida, sua fedelha? Acha que se sou assim hoje, não tive que limpar todas as feridas que abriram pelo meu corpo? Que não tive muitas vezes que suportar a dor sozinha e calada, porque nunca tive alguém como você tem pra ouvir as suas estúpidas lamúrias? Sabe quantas cictrizes eu tenho? Quer que eu te mostre? Será que você conseguirá contá-las? Já disse e vou repetir, nada é fácil. Agora se você está a fim de desistir, problema seu. Não me culpe de seus erros. Não conte comigo da próxima vez...
Ela se levantou, virando suas costas a menina e começou a seguir seu caminho. Ainda caída no chão, as lágrimas pularam dos olhos da garota, e em um grito de desespero a chamou de volta, como seu último recurso. Estar sozinha era ruim, mas padecer e ficar sozinha pra eternidade era muito pior.
- NÃO! POR FAVOR! SE VOCÊ NÃO ME AJUDAR A NÃO DESISTIR, EU NÃO TENHO MAIS NADA! SERÁ QUE NÃO CONSEGUES ENTENDER QUE SÓ QUERIA OUVIR QUE TUDO VAI FICAR BEM?
A mulher parou e abaixou sua cabeça e os longos cabelos vermelhos caíram pelo seu rosto. De olhos fechados, teve um relance de sua humanidade.
- Achas que não tenho compaixão. Que gosto de lhe ver sofrer, de lhe ver nesse estado. Mas não sou. Eu sei o que você sente e sei que lá no final uma hora você irá se arrepender de deixar essa dor te dominar. Quero que sejas forte, porque nenhuma providência divina irá se derramar sobre tudo isso e fazer com que as coisas simplesmente dêem certo assim, sem esforço nenhum.
- Mas por que comigo?
- Porque tem que ser assim. Porque você sabe que consegue...
- Já não consigo mais. O fio da maldita sanidade irá se partir e aí, todo o meu esforço foi em vão.
- Você é mais forte que isso, eu sei, eu vejo, confie em mim.
Em meio a prantos, a menina escondeu sua face em vergonha de suas lágrimas, equanto a mulher se abaixava lentamente tocando em seus ombros e lhe dando um forte abraço:
- É hora de limpar a ferida
Daquele lugar não se pode ouvir os gritos, mas mais uma ferida se abriu, mais uma cicatriz se formou.
A mulher de cabelos longos vermelhos, olhava pra menina caída no chão. Sua expressão era sempre a mesma,os olhos eram de desprezo, principalmente quando era chamada pra essas ocasiões:
- Eu te avisei, um milhão de vezes, você não quis me escutar... E mais uma vez me chamou pra escutar o óbvio...
- Tu és a única pessoa que confio, sabes disso, mas mesmo assim, me ignora, ignora o fato que estou aqui lhe pedindo ajuda.
- Não ignoro, só acho que você vive batendo nessa mesma tecla. Se tá doendo, se cure. Não tem o que fazer. Não tem como melhorar.
- Não sei mais o que fazer, fiz de tudo, tudo o que você me disse. Segui todos os seus malditos conselhos e agora, tudo o que tenho é essa dor que não passa. Não há pílulas que curem, não há mais nada que posso fazer...
- Você sabe o que tem que fazer, só está querendo ouvir de mim pra ter a certeza de que não fará nada de errado...
- Eu não sei! Já lhe disse! Por que não me ouves?
- Você está falando comigo ou com sua consciência? Larga a mão de ser a adolescente perdida no mundo! Seu tempo já passou, agora é agir! Agir garota, nada mais! Mas você não presta atenção, fica nesses seus "e se isso... e se aquilo", acorde! Na vida não existe "e se..."
- Não consigo entender... Se não existe, por que a gente procura explicações pra tudo?
- Porque é confortável. Porque te faz sentir mais humana se pensar que sua vida é cheia de possibilidades. As possibilidades você mesmo que cria. A vida não corre atrás de você se você não vive.
- Mais do que eu tenho feito? Mais do que eu tenho entendido pacientemente a realidade que me tortura? Não é possível, tem que ter alguma solução mais plausível...
- Escute a você mesmo. Você quer que as coisas caiam do céu. Quer que as pessoas lhe entendam, gostem de ti, gostem da tua companhia, mas o que você faz pra merecer isso?
- Sou verdadeira, tu me ensinaste isso, esqueceu?
- Verdadeira... E por que fica aí, chorando que algo está te ferindo em vez de arrancar logo de uma vez o veneno que te consome todos os dias? A ferida tem que ser limpa, exposta, senão ela não cicatriza, não melhora nunca. Ficou aí batendo no peito, dizendo que estava finalmente curada, mas não tá. Tampou o buraco com uma gaze e deixou lá, sem cuidado nenhum... isso infecciona e tudo morre. Você e as mesmas inseguranças, mesmos medos, será que nunca vai aprender?
- Como não cuidei? Como não limpei e simplesmente tampei pra não ter que ver? Você estava aqui! Você viu, você viu tudo, viu tudo o que fiz e tudo o que tenho tentado fazer e agora você me vem com essa história? Hipócrita!
Uma expressão de raiva se criou no rosto pálido daquela mulher. Ela se abaixou lentamente e com o dedo apontado para o rosto da menina, disse entre os dentes, segurando seu instinto:
- Hipócrita? O que você sabe da vida, sua fedelha? Acha que se sou assim hoje, não tive que limpar todas as feridas que abriram pelo meu corpo? Que não tive muitas vezes que suportar a dor sozinha e calada, porque nunca tive alguém como você tem pra ouvir as suas estúpidas lamúrias? Sabe quantas cictrizes eu tenho? Quer que eu te mostre? Será que você conseguirá contá-las? Já disse e vou repetir, nada é fácil. Agora se você está a fim de desistir, problema seu. Não me culpe de seus erros. Não conte comigo da próxima vez...
Ela se levantou, virando suas costas a menina e começou a seguir seu caminho. Ainda caída no chão, as lágrimas pularam dos olhos da garota, e em um grito de desespero a chamou de volta, como seu último recurso. Estar sozinha era ruim, mas padecer e ficar sozinha pra eternidade era muito pior.
- NÃO! POR FAVOR! SE VOCÊ NÃO ME AJUDAR A NÃO DESISTIR, EU NÃO TENHO MAIS NADA! SERÁ QUE NÃO CONSEGUES ENTENDER QUE SÓ QUERIA OUVIR QUE TUDO VAI FICAR BEM?
A mulher parou e abaixou sua cabeça e os longos cabelos vermelhos caíram pelo seu rosto. De olhos fechados, teve um relance de sua humanidade.
- Achas que não tenho compaixão. Que gosto de lhe ver sofrer, de lhe ver nesse estado. Mas não sou. Eu sei o que você sente e sei que lá no final uma hora você irá se arrepender de deixar essa dor te dominar. Quero que sejas forte, porque nenhuma providência divina irá se derramar sobre tudo isso e fazer com que as coisas simplesmente dêem certo assim, sem esforço nenhum.
- Mas por que comigo?
- Porque tem que ser assim. Porque você sabe que consegue...
- Já não consigo mais. O fio da maldita sanidade irá se partir e aí, todo o meu esforço foi em vão.
- Você é mais forte que isso, eu sei, eu vejo, confie em mim.
Em meio a prantos, a menina escondeu sua face em vergonha de suas lágrimas, equanto a mulher se abaixava lentamente tocando em seus ombros e lhe dando um forte abraço:
- É hora de limpar a ferida
Daquele lugar não se pode ouvir os gritos, mas mais uma ferida se abriu, mais uma cicatriz se formou.
quarta-feira, novembro 04, 2009
terça-feira, outubro 27, 2009
Não sei o que faço com essa saudade que me deixas cada vez que vai embora. Às vezes penso que és fruto de minha imagnação tamanha sensação de bem estar ao ver seu sorriso. Você cruza pelos meus sentidos me deixando assim, sem reações.
Não nego nenhum dia meu sentimento. E sabes. Sabes que não sou de deixar minha vida passar em branco, em nada. Estar contigo é colorir meu dia, é respirar o ar pra viver, é viver.
Não nego nenhum dia meu sentimento. E sabes. Sabes que não sou de deixar minha vida passar em branco, em nada. Estar contigo é colorir meu dia, é respirar o ar pra viver, é viver.
segunda-feira, outubro 19, 2009
"Tiago avistou duas cadeiras no canto esquerdo da sala, num local bem escuro e sossegado. Ao lado estava sentada uma mulher, com botas de couro cano alto, calças pretas e um decote generoso. Os cabelos ruivos e compridos contrastavam com a pele branca e as sardas nos ombros. Tinha uma expressão de desprezo e os pés em cima de uma cadeira vazia já dizia isso."
é, tá começando a ficar boa :)
é, tá começando a ficar boa :)
terça-feira, outubro 06, 2009
segunda-feira, outubro 05, 2009
Assinar:
Postagens (Atom)